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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Ayutthaya

No primeiro dia em Bangcoc, ao sairmos do Grand Palace, chovia muito. Esperamos a chuva passar e pegamos o ônibus nº 1 que passava em frente. Fomos até a Bangcoc Railway Station (estação de metrô Hua Lamphong) ver os preços de passagens para Ayutthaya, antiga capital da Tailândia a 76 km ao norte de Bangcoc.

A estação é grande, com cafés, lanchonete, restaurantes, agências de turismo, banheiros com chuveiro e muitas cadeiras espalhadas para sentar. Há também lockers para guardar as bagagens; funciona das 4h às 23h.


São 4 saídas para Ayutthaya (8h05, 13h, 19h30 e 22h50). O nosso relógio marcava quase 14h, então o próximo horário não seria bom, já que queríamos ir naquele instante para aproveitar o tempo. Um guia turístico local (há vários próximos aos guichês e estão uniformizados com uma prancheta na mão) aconselhou-nos a pagar um tour privado de táxi. No segundo andar da estação, existem algumas agências. Subimos e decidimos ir. Pagamos 2.000 Baht/U$ 65 pela viagem. Nosso passeio incluiria ainda uma visita ao parque dos elefantes e mais três templos. Os acessos aos templos seriam pagos separadamente. Antes de partir, almoçamos ali mesmo na estação. Comida típica novamente: arroz com pedaços de carne e salada. Se for de trem ou de ônibus (também há essa opção), pode combinar um tour de 3 horas com um taxista local. O preço fica em torno de 800 Baht/U$ 26.


A viagem privada foi tranquila; chegamos em Ayutthaya (ou Parque Histórico de Ayutthaya) às 15h45. Fundada em 1350 pelo rei U-Thong, foi a segunda capital do reino de Sião ou Siamês (a primeira foi Sukhotai), tendo prosperado do século XIV ao XVIII. Estrategicamente localizada numa ilha cercada por três rios (Chao Phraya, Lopburi e Pa Sak) que ligam a cidade ao mar, foi escolhida por estar acima do Golfo de Siam e, portanto, protegida de ataques de navios e, também, das inundações sazonais. Aproveitando ao máximo essa vantagem, construíram estradas, canais e fossos ao redor das principais estruturas, estabelecendo um sistema hidráulico para a gestão da água que era tecnologicamente muito avançado para a época. Tornou-se um importante porto internacional com vasta atividade comercial e contava com mais de 1 milhão de habitantes.

A cidade foi atacada e destruída pelo exército birmanês, em 1767, que queimou a cidade obrigou os habitantes a abandonar a cidade. A cidade nunca foi reconstruída e, hoje, restam as incríveis, belíssimas e bem conservadas ruínas (em 15 km²) do que foi um dia um local esplendoroso, repleto de palácios, relicários, torres, mosteiros e monumentos. No auge, teve mais de 1.500 templos e 4.000 estátuas (muitas delas decapitadas pelos birmaneses).

O motorista de táxi parou, primeiramente, na maior atração: Wat Lokayasutharam, uma enorme escultura do Buda reclinado, como no Wat Pho, em Bangcoc. A escultura é branca e enfeitada com vestimenta amarela, o que produz um visual marcante. A entrada custa 20 Baht/U$ 0,65.

A segunda maior atração é Wat Maha que tem a escultura da cabeça de Buda envolvida por galhos das árvores, devido à ação do tempo, mas criou uma figura única. É uma das imagens mais famosas da cidade, muito divulgada nos cartões-postais e cartazes de agências de turismo. Aqui, o ingresso é mais caro. Custa 50 Baht/U$ 1,60.

A terceira maior atração é Wat Yai Chaya Mongkol, com arquitetura típica repleta de stupas ou chedis de tijolos e centenas de estátuas de Buda vestidas de vestes amarelas. O nome do templo significa “grande mosteiro de sorte vitória”, em referência à vitória do povo tailandês sobre o birmanês. Tem um edifício de 62 metros de altura erguido com 28.000 toneladas de tijolo. Vale a pena subir as escadas e fotografar lá de cima para se ter uma ideia do tamanho da área do templo. Tem também belos jardins. Entrada: 20 Baht/U$ 0,65.

Os templos podem ser visitados das 8h às 18h e os ingressos custam, geralmente, entre 20 e 50 Baht (0,65 e 1,60 dólares). 

Igualmente belo como as três principais atrações acima e imperdível é o Wat Chai Watthanaram, cuja ordem de construção foi dada pelo Rei Phrasat Thong, em 1629, para homenagear sua falecida mãe. Foi seu primeiro ato como rei e o templo levou 20 anos para ficar pronto. Lembra muito os templos existentes no Camboja, ou seja, teve forte influência da arquitetura khmer.

O complexo do templo é composto por três níveis, cada um representando uma parte diferente da visão de mundo budista. No centro está uma stupa de 35 metros de altura, que representa o Monte Meru (ponto central do universo físico, metafísico e espiritual budista). Em torno dela há 4 prangs (relicários em formato de torres, onde eram colocados os restos mortais) menores dispostos em forma retangular que representam os quatro continentes.

Em 1991, Wat Chaiwatthanaram e o parque histórico no centro de Ayutthaya foram declarados Património Mundial pela UNESCO pela importância cultural e histórica para a Tailândia. A beleza desses templos está também no fato de suas estátuas estarem adornadas com vestes amarelas, o que dá um visual atraente e colorido.

Outras atrações que devem ser vistas, se der tempo, são: Viharn Phra Mongkol Bophit, uma cópia do grande palácio de Bangkok (na verdade, é um templo budista construído em 1538 e restaurado em 1957), que abriga uma enorme escultura do Buda, com mais de 12 metros de altura; o Wat Ratchaburana (influência khmer), monumento à luta pelo trono do Reino do Sião, erguida no local onde morreram seus rivais; e Wat Phra se Sanphet, uma imposição de stupas ou chedis contendo as cinzas de 3 reis do reino Sião; foi usada como capela privada da família real e o acesso aos monges só eram permitido em circunstância especiais.

Ao término dos templos, passamos no parque dos elefantes, a poucos metros de distância. Tiramos fotos deles se banhando e comendo e vimos alguns andando pelas ruas da cidade. Você pode fotografar. Paga somente para andar. Só que depois que se fotografa, os ‘treinadores’ avisam que têm que pagar. Isso é golpe!

Voltamos para Bangcoc, chegamos às 20h30.

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