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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Chiang Mai

Chegamos à segunda maior cidade da Tailândia (com 1,6 milhões de habitantes) no dia 20 de novembro, vindo de Luang Prabang (Laos), pela companhia Lao Airlines, às 14h10 (é apenas uma hora de viagem). Passagem a U$ 150.

Para entrar na Tailândia, brasileiro não precisa de visto, só do passaporte com validade e do Certificado Internacional de Vacinação da Febre Amarela. No país, o fuso horário é de 10 horas a mais em relação ao Brasil.
No Chiang Mai International Airport, já trocamos dinheiro para ir até o centro. Pegamos um Rot Daeng, uma caminhonete adaptada com uma carroceria para passageiros, uma espécie de lotação. O preço da passagem vai depender do número de pessoas, mas começa a partir de 20-30 Baht (THB ou ฿ – moeda local) ou U$ 0,70-1. Outros transportes públicos são o Tuk-Tuk e o Samlors. O Tuk-Tuk, mais tradicional, é uma moto adaptada com carroceria e a passagem custa entre 50 e 100 Baht ou U$ 1,60-3,30. E o Samlors é uma bicicleta adaptada com uma garupa larga para levar 2 passageiros com pouca mala.  Passagem a 20-30 Baht ou U$0,98-1,30. Em todos eles, os condutores pedirão um valor mais alto por você ser turista, portanto pechinche.

Em alguns minutos, apesar do trânsito, chegamos ao Chiangmai Gate, uma das atrações da cidade. Trata-se de uma muralha fortificada que protegia a cidade e seus templos, mas hoje restam somente cinco portões de entrada. À noite, algumas pessoas lançam balões iluminados ali. O visual é bonito para tirar fotos.

Chiang Mai é o centro cultural do Norte da Tailândia, banhada pelo rio Ping e distante 761 km de Bangcoc. Fundada em 1296, doze anos depois de Sukhothai, a primeira capital do reino, a cidade permaneceu intacta ao longo do tempo, mantendo a sua importante função espiritual sobre toda a região. Chiang Mai foi o lugar de nascimento da religião budista no país.

Ficamos bem próximos, na rua Ratchadamnoen, no lado oposto ao do Ping River (rio), no Hotel Baan Nud-kun. Diária para casal: 600 Baht ou US$ 21, incluindo duas garrafas de água por dia. Nessa mesma rua ou nas paralelas há várias opções de hospedagem. Os preços variam de 11 a 40 dólares, dependendo se o quarto tem ar condicionado ou não. Mas todos oferecem Wi-Fi gratuitamente. Do outro lado do portão, do lado do rio, há um grande McDonald’s. O curioso é que a rede vende noodles, um prato típico da Ásia.

O portão recebe vários nomes, dependendo do lado: Chiangmai Gate, Thapae Gate, Chang Puak Gate, Suan Dok Gate e Suan Prung Gate. No centro, há um grande calçadão para circulação de pedestres. Mas é preciso ter cuidado: algumas motocicletas passam por ali também.

Nessa mesma rua do nosso hotel, há lavanderia, lanchonetes vendendo o tradicional peixe assado e lojas de locação de motos. Nós alugamos uma por 150 Baht (฿) ou U$ 5. A diária é inacreditavelmente barata.

Há, também, agências que organizam sightseeings e trekkings na região que é bastante montanhosa. Cachoeiras, arrozais, parques, vilarejos, rios e passeios de elefantes são algumas das opções. Um safari em lombo de elefante, por exemplo, custa 1.100 Baht ou U$ 36.

Um parque famosíssimo é o Tiger Kingdom, localizado em Mae Rim, a 25 minutos de tuk-tuk de Chiang Mai. Há cartazes sobre o local em todos os cantos da cidade, lojas, restaurantes, hotéis e veículos de transporte. Inaugurado em 2008, o grande diferencial é o contato direto com os felinos. Os ambientes criados para os animais são bastante reforçados e limpos. Mas os preços são salgados.

Na recepção do hotel, já peça um mapa para você saber como circular na cidade. Nele, há dicas de restaurantes, acomodações (são mais de 60), templos ou Wats (300, a mesma quantidade que na capital, Bangcoc) e telefones de companhias aéreas. 

Templos em Chiang Mai



Percorrendo a Ratchadamnoen Road (nome da rua principal da cidade velha de Chiang Mai), há diversos templos, mercadinhos, cafés e restaurantes charmosos. Um deles tem uns balanços para você sentar e comer. A região é ideal para as refeições se estiver pelo centro. O café expresso quente custa quente 40 Baht (U$ 1,30) e o frio (muito comum na Ásia), 50 Baht (U$ 1,65).

O primeiro templo pelo qual passamos foi o pequeno Wat Sum Pow ou Wat Sam Pao. Do lado oposto, está o Wat Phan Tao (um dos mais belos), cujo significado é "O Mosteiro de Mil fornos". De acordo com estudiosos, o local era usado para a fundição de imagens de Buda, destinados ao Wat Chedi Luang, adjacente ao mosteiro. Antes de ser transformado em um mosteiro, o prédio foi um palácio real (ho Kham) para o governador da cidade, Chao Mahawong, que usou a estrutura de 1846 a 1854. Curiosidade: no Cheid Luang há monges “de plantão” para conversar; basta procurar pela placa “monk chat”.

Há outros menores, assim como ele, com estrutura em madeira escura e dourado que dá um visual mais rústico e antigo. As colunas costumam ser marrons e sempre há monges por toda parte: orando, fazendo alguma tarefa ou caminhando no interior ou no pátio do templo.

Um dos mais bonitos e importantes templo e mosteiro é o Wat Phra Singh (“Leão Buda”). É o último da rua Ratchadamnoen, formado por vários prédios e estupas ou chedis (estruturas semicirculares ou monumentos em forma de cone que compõem os templos budistas). Fundado no século XIV (e restaurado em 2008), abriga duas estátuas de Buda. Foi construído pelo rei Phayoo (da dinastia Mengrai) para as cinzas de seu pai, o rei Kham Fu e pode ter sido o primeiro mosteiro a acolher o Buda de Esmeralda, que depois foi levado ao Wat Chedi Luang e, agora, está no Wat Phra Kaew, em Bangcoc. Ali, vivem cerca de 700 monges bastante sorridentes para os turistas.

O interior dos templos é bastante amplo e impressiona pelo teto vermelho e largas colunas brancas que o sustentam. O maior abriga Phra Thong Chao Tip, uma grande imagem de Buda sentado, de 1477, feito de ouro e cobre.
No templo menor, Viharn Lai Kham (Gilded Hall), construído em torno de 1345 e revitalizado no início do século XIX, está a outra imagem do Buda, Phra Singh (“Leão Buda”), um tesouro do século XIV, exceto para a cabeça (roubada em 1922). As paredes estão cobertas de pinturas murais, datadas de 1820, que ilustram histórias sobre as vidas passadas de Buda. Aqui, as colunas são decoradas nas cores vermelho e dourado.
 
A biblioteca monástica (de 1477) tem uma base de pedra para proteger os preciosos manuscritos de inundações e pragas. É decorado com Thewada (espírito budista) e figuras em alto relevo.

À esquerda do Wat Phra Singh está o University Art Museum, com muitas galerias destinadas à arte contemporânea. Bonitos são os jardins do museu onde se fazer uma pausa para o café no Baan Din Dee.

E o templo mais antigo é Chiang Man, mais ainda do que a cidade (fundada em 1296). Foi construído durante o reinado do Rei Mengrai, que ali viveu enquanto supervisionava a construção da cidade, à época, capital do reino de Lanna. Há uma inscrição em pedra, perto da porta da sala de ordenação (ubosoth), datada de 1581, que contém uma história da cidade e do templo, bem como uma lista de doadores para o local.

Possui duas imagens do Buda muito veneradas: Phra Sae Tang Kamani (“Crystal Buda”, provavelmente oriunda da cidade tailandesa Lopburi, há 1.800 anos) e Phra Sila (um baixo-relevo de mármore provavelmente vindo de Sri Lanka há 2.000 anos). O diferencial são as 15 esculturas em tamanho natural de elefantes incorporados à base do templo. A entrada é gratuita e fica a poucos metros do centro, na Ratchaphakhinai Road.

Fora das muralhas que cercam a cidade velha, há muitos outros templos. Para visitar, recomendamos o Wat Suan Dok (“Jardim Florido”). Datado do século XIV, está localizado a oeste da cidade velha, na Suthep Road (nome da rua). A área do templo havia sido o Jardim Royal do governador de Chiang Mai. O que mais chama a atenção são as 48 pagodas (ou chedis) brancas. No centro, há uma dourada, que é a maior, com 48 metros de altura e guarda uma relíquia do Buda (seria o osso do ombro do Buda). As menores contêm cinzas de membros de várias gerações da Família Real.


Um programa legal para fazer à noite é caminhar pelo calçadão junto às muralhas. Sempre há alguém soltando balões brancos iluminados que formam um belo visual no céu. Ao redor das muralhas, existem muitos hotéis, restaurantes, cafés como o Starbucks, e agências de turismo oferecendo passeios. Um que não fizemos, mas recomendamos, é um tour de 1 dia a Mae Hong Son, pequena cidade com cerca de 8 mil habitantes, próxima à fronteira com Myanmar (Birmânia). Nas cercanias, pode-se visitar algumas aldeias da etnia tibetana-birmanês Padaung (ou Kayan Lahwi), que é um subgrupo do povo Kayan. As mulheres desta etnia são conhecidas como “mulheres girafa”, devido às argolas que utilizam no pescoço. Elas são de Myanmar e vivem atualmente refugiadas em aldeias na Tailândia. Perto de Mae Hong Son há três aldeias Padaung que podem ser visitadas: Nai Soy, Hoy Sen Thao e Huay Ma Khen Som.


CURIOSIDADE: na rua Ratchadamnoen, antes de chegar ao Wat Phra Singh, há uma loja de cosméticos que vende todo tipo e tamanho de cílios. São tantos que há um corredor só para o produto. De, dois, três, oito pares, e por aí vai. Os preços são inacreditáveis. Pacote com 10 pares a 1 dólar, enquanto que no Brasil cobram-se 25 reais para colocar um par.

Andando de moto em Chiang Mai

Na cidade, andar a pé é melhor. Mas para ir aos parques, mais distantes do centro, é preciso alugar um veículo (com GPS) ou uma moto. Dependendo da distância, o carro é mais confortável. Nós pegamos uma motocicleta (diária a U$ 5). Importante: não deixe de levar o mapa. Muitas pessoas não falam inglês ou, simplesmente, não sabem dar informações turísticas.

Nós escolhemos visitar elefantes, mas pensávamos que era mais perto. Resultado: a viagem de moto foi bem cansativa, nossos braços ficaram queimados do sol e ainda levamos uma multa quando entravámos na cidade, já pertinho das muralhas. Motivo: eu estava sem capacete, como se houvesse alguma lei naquela cidade. Ninguém usa. Os policias dispensaram, na nossa frente, duas meninas que estavam na mesma condição. Com certeza, fomos multados só porque éramos turistas. Para pagara essa multa, perdemos um bom tempo para achar o posto policial e sermos atendidos.

Para ver elefantes há três opções: Mae Taeng Elephant Park, Patara ElephantFarm e Thai Elephant Home. Optamos pelo primeiro. A atendente do hotel nos disse que o trajeto até lá seria de 20 minutos. Na verdade, são 50 minutos. Mas valeu a pena. As agências vendem safari para os outros parques por 1.100 Baht (U$ 36).

São muitos e de todos os tamanhos, porém, para vê-los de perto é necessário atravessar uma ponte de correia. Ela estava em péssimo estado, perigoso mesmo. Fiquei no restaurante (o almoço é buffet) que dá vista para o parque. Como eu estava com um excelente zoom na máquina, caprichei nas fotos. Quando sentamos para almoçar, um senhor veio nos cobrar a entrada (300 Baht/U$ 10, valor que não inclui montar nos elefantes) sendo que eu sequer tinha atravessado a ponte e, menos ainda, entrado no parque. Não pagamos e, também, desistimos de almoçar. Fomos comer algo na cidade.
No Thai Elephaht Home, o menor preço é de 1.500 Baht/U$ 49 por 2 horas, depois 4.500 Baht/U$ 146 por um dia; 8.000/U$ 260 por dois dias e, por aí vai. Há preços até para um mês. A ideia ali é conviver com o animal, conhecer seu comportamento, alimentá-lo, dar banho, aprender a montá-lo e a guiá-los. Muitos jovens se voluntariam no programa de treinamento. A instituição existe desde 2005 e os lucros são revertidos para preservação da floresta local. No Patara ElephantFarm, o serviço oferecido é semelhante. São locais para você passar um dia inteiro ou mais tempo.

Além de elefantes, há trekking tours (1 dia: 800 Baht/U$ 26; 2 dias: 1.000 Baht/U$ 32,50), passeios para ver tigres (conforme já citado) e até cobras. 

Arredores de Chiang Mai

Chiang Mai é uma das cidades que visitamos com mais alternativas de passeios. São parques, mercados florais, povoados que fazem esculturas em madeira, templos e mais templos e até zoológico de insetos.

O Doi Suthep, considerado um dos templos mais sagrados da Tailândia, se situa na montanha com o mesmo nome acerca de 1.700 metros de altitude e a 15 km de Chiang Mai, oferecendo visões panorâmicas da cidade.

Do lado oposto ao Doi Suthep, está o Wat Umong, templo budista de 700 anos, cercado pela floresta local. Para chegar, basta seguir pela Cherng Doi Road.

O templo foi construído em 1297 pelo rei Manglai da Lan Na dinastia. [1] De particular interesse é uma réplica do Pilar Ashok semelhante à de Vaishali com quatro leões e uma roda na base e uma maior wheen adicional no topo que atua como um guarda-chuva para os leões. [2] um pilar semelhante também está disponível no Museu Sarnath. A cabeça quatro leão é adotado como o emblema nacional da Índia.

Outras atrações próximas são: Doi Inthanon e Chiang Rai. Doi Inthaon é a montanha mais alta da Tailândia com 2.565 m de altitude e fica no Parque Nacional que leva o mesmo nome, a 88 km. Com animais selvagens e plantas selvagens, paisagens exóticas, rios e quedas d’água (a Mae Ya é a mais vistosa), talvez seja o ecossistema aberto ao turismo mais bem preservado do país. As agências costumam cobrar U$ 1.100 Baht/U$ 36 por 1 dia de passeio. Muitos turistas hospedam-se nos hotéis e resorts próximos ao parque.

Chiang Rai é a capital da província de província de mesmo nome, faz fronteira com Mianmar e Laos e está no caminho para Bangcoc, a 180 km de Chiang Mai. Sua maior atração é o Wat Phra That Doi Tung, sobre o cume do Monte Doi Tung, a montanha mais alta da província. O templo contém uma relíquia sagrada do Buda e é um lugar de peregrinação anual dos budistas devotos. Tours para lá saem a 1.000 Baht/U$ 32,50.

Bangcoc

No dia 22 de novembro, às 9h30, chegamos de ônibus pela empresa Indra Tour (decorado em vermelho e cheio de badulaques) vindo de Chiang Mai (Tailândia). O percurso dura entre 10 e 12 horas e a passagem custa entre 200 e 500 Baht, ou U$ 6,50 e U$ 16, dependendo do ônibus e tempo de viagem. Na estrada, alguns arrozais e paradas para lanche. Numa delas, no banheiro, havia máquinas vendendo um pedaço de papel higiênico a 2 Baht (U$ 0,07). Uma segunda alternativa é o trem (de 12 a 15 horas, e há viagens noturnas). E há ainda a opção mais cara, os aviões das companhias Thai Airways e Air Asia.

O Aeroporto Internacional de Bangkok Suvarnabhumi foi inaugurado em 2006 e é um dos maiores e mais modernos aeroportos do mundo. Cinco autoestradas fazem a interligação do aeroporto com o perímetro urbano, um trajeto que pode ser feito em 50 minutos de carro. Todos os ônibus que cobrem esse trajeto saem do Transport Center, interligado aos terminais do aeroporto por meio de um ônibus gratuito.
Trens, ônibus públicos e expressos (Airport Express), micro-ônibus e táxis estão disponíveis para transportar os passageiros até o centro. A viagem de trem de alta velocidade Makkasan Express Line sai do aeroporto e vai até a estação Makkasan, no centro da cidade, em apenas 15 minutos, com saídas a cada 20 minutos. O bilhete custa 90 Baht / U$ 3,15).

Chegamos à noite. O ônibus parou na estação rodoviária e, por sorte, conseguimos localizar a rua pela qual saímos no pequeno mapa do nosso guia, o que é um milagre, pois Bangcoc é gigante. Estávamos na Th Sri Ayuthaya. Durante a viagem de ônibus, escolhemos um hotel sugerido no guia: o Nana Chart, no distrito Sukhumvit. Pedimos informação sobre como chegar lá para um jovem que foi muito solícito e até confirmou o endereço com outro tailandês, funcionário de uma loja. O hotel fica a alguns quilômetros à direita de onde estávamos. Atravessamos a rua e pegamos um táxi. A corrida foi em torno de U$ 7.

O Nana Chart fica na Soi 25 com a Th Sukhumvit (nome da avenida), a uma quadra de um grande shopping center – Terminal 21, do lado de um banco (ótimo para trocar dinheiro) e do terminal de ônibus e de uma estação de metrô (Asok). Sem contar com o variado comércio ao redor: mercadinhos, lojinhas, farmácia. Encostado no hotel, há também uma lavanderia. SE você deixar as roupas cedo, já pode pegá-las ao final do dia. Os quartos são limpos, grandes e bem arrumadinhos, com TV, frigobar, Wi-Fi e banheiro. O café da manhã é pobre, só café, suco e um pão. Diária para casal a 1.300 Baht/U$ 42. Com carteira de alberguista, há desconto.
Perto dali, há mais 3 hotéis: Bed Bangkok, Soi 1 Guesthouse e Suk 11. Próximo ao distrito de Sukhumvit, há um bairro tipicamente árabe, cheio de restaurantes tradicionais.

A cidade começou como um pequeno centro comercial e comunidade portuária, chamada Bang Makok, servindo a cidade da Ayutthaya, que era a capital de Siam até que caiu nas mãos de Birmânia em 1767. Em 1782, a capital foi estabelecida em Thon Buri (agora parte de Bangcoc) no lado oeste do rio. O rei Rama I construiu um palácio às margens do rio e fez de Bangcoc a sua capital, renomeando-a de Krung Thep, que significa "cidade dos anjos".

Hoje, a cidade possui mais de 8 millhões de habitantes, enquanto sua região metropolitana reúne um total mais de 14.565.520 habitantes, figurando como a maior aglomeração urbana da Tailândia e a 19ª maior do mundo. Está dividida em 50 distritos (“khet” em tailândes), dentre os quais vale destacar: Ko Ratanakosin (Old City), Chinatown & Phahurat, Thonburi, Hualamphong, Sukhumvit, Th Khao San & Banglamphu e Siam Square.

Portanto, é preciso andar com o mapa da cidade e do metrô para não se perder. 

Primeiro dia em Bangcoc

Passamos no Bangcoc Bank para trocar nossos dólares por Baht. Os bancos abrem das 8h30 às 15h30 e caminhamos em direção à estação de metrô Asok, a mais próxima do hotel.

O metrô tem três linhas: vermelha, azul (que era a nossa estação – Asok) e amarela que se completam com as linhas de trem (BTS Skytrain) – Sukhumvit line (verde claro) e Silom line (verde escuro) e se conectam com as estações de ônibus. Para quem vai ficar mais tempo na cidade, há os cartões mensais com preços mais reduzidos. Crianças e estudantes locais pagam menos. O preço varia conforme a distância percorrida. Cada estação tem uma numeração. Nas máquinas que vendem os tíquetes, você digita o seu trajeto (informando os números), e elas automaticamente fornecem o valor final da sua viagem. Prático e interessante.

Pegamos o metrô (linha azul) e descemos na estação Hua Lamphong. De lá, pegamos um tuk- tuk até o River View Travel para visitar o Grand Palace. Há 3 opções desse passeio que sai de alguns pontos à beira do rio Mae Nam Chao Phraya (Me ou Mae significa "Mãe", Nam é "Água", e o nome Chao Phraya é um título de nobreza feudal Tai, que pode ser entendido como “Senhor” ou “General”), que atravessa Bangcoc. Os trajetos são de 1h, 1h30 e 2h e custam, respectivamente, 1.000, 1.300 e 1.500 Baht (33, 42 e 49 dólares) e percorrem o rio e os canais passando pelo Royal Barges Museum, Thonburi Floating Market, Wat Arun (templo) e desembarcando um grande mercado a céu aberto com comidas típicas. Um dos passeios mais caros dá a opção de ir também ao snake farm (onde se criam cobras e seu cuidador faz shows exibicionistas com elas), mas este lugar não é indicado por ninguém devido às péssimas condições do local e dos animais (há inúmeros relatos na internet). Nós não fomos. CUIDADO: antes de pagar pelo passeio de barco, pechinche ou vá a mais de um ponto de embarque. Eles costumam dobrar o valor quando se trata de turista.



O Royal Barges Museum guarda as barcaças que eram usadas ​​diariamente pela família real; hoje apenas utilizadas em grandes cerimônias e datas especiais. São barcos finos, compridos e de cauda longa, e muito ornamentados com simbolismo religioso. O maior tem mais de 45 m de comprimento e requer uma equipe de remo de 50 homens. Trata-se da Suphannahong (Golden Swan), barcaça pessoal do rei. Na broa, há uma enorme cabeça de cisne esculpida. As mais recentes apresentam arcos esculpidos em outras formas mitológicas hindus e budistas, como a naga de sete cabeças (dragão do mar) e Garuda (grande pássaro).


Só o Wat Arun já valeria o passeio. Localizado no distrito Thonburi (de frente para o Tha Thien Píer), é o que mais chama a atenção às margens do rio Chao Phraya. Também é conhecido como Wat Chaeng – o Templo da Madrugada ou Templo do Amanhecer –, já que o rei Taksin, depois de lutar para defender o reino de Ayutthaya, teria chegado a esse templo ao nascer do dia.

O templo realmente impressiona pela beleza da arquitetura, com riqueza de detalhes e cor colorida. O pináculo (Prang) de Wat Arun, um dos marcos históricos e mundialmente conhecidos, tem uma imponente torre de mais de 70 metros de altura que é decorada com pequenos pedaços de vidro colorido e porcelana chinesa colocados em padrões intrincados. A torre fica ainda mais bela à noite, quando iluminada. Aberto das 8h às 17h30.

Retornamos ao barco para atravessar o rio e desembarcarmos no mercado de peixes e comidas. Os pilotos dos barcos trazem pacotes com pedaços de pães para que os turistas deem aos peixes. No mercado, frutas (muito coco e manga) e arroz crocante (rice cracker) há 20 Baht/U$ 0,65 e pratos típicos tailandeses que variam de 50 a 100 Baht (U$ 1,60 a U$ 3,25), servidos em tigelas.


Dali, partimos de tuk-tuk para o distrito Ko Ratanakosin, que abriga muitos locais históricos e sagrados. Um deles é o Grand Palace. Na verdade, você paga um ingresso de 350 Baht ou U$ 10 para ver um complexo de prédios adjacentes um ao outro. Além do Grand Palace (em estilo mais europeu), que é atualmente usado somente para cerimônias ocasionais (o rei vive no Chitralada Palace, mas é fechado aos turistas), pode-se visitar o Wat Phra Kaew (ou Templo do Buda Esmeralda), tempo com adornos tipicamente tailandeses com telhado colorido e detalhes em dourado, o Boromabiman Hall, construído pelo rei Rama VI, a Amarinda Hall, a residência original do Rei Rama I e o Palácio da Justiça (onde ocorrem cerimônias e coroações), que contém o trono antigo, o Grand Palácio Municipal / Maha Chakri Prasat, que não tem sido usado como residência desde a morte misteriosa do Rei Rama VIII (irmão mais velho do rei atual), encontrado morto em seu quarto em 1946.

Em frente ao Grand Palace há uma grande área verde. Trata-se do Sanam Luang (ou Royal Ground/Chão Real), um campo e uma praça pública de cerca de 30 hectares. O local já foi um campo de arroz; hoje é usado para cerimônias reais.


Outro complexo a poucos metros (também incluído no tíquete do Grand Palace) é o impressionante Dusit Palace Park. Sua arquitetura é um exemplo da época vitoriana. É composto pela Assembleia Nacional (Prédio do Parlamento tailandês), The Ananta Samakhom Throne Hall (mais belo por dentro, foi encomendado pelo Rei Rama V para ser uma sala de recepção e sala do trono; concluído em 1915), Vimanmek Mansion (hoje um museu) e o Museu Nacional Royal Elephant.


O destaque fica mesmo por conta do Vimanmek Teak Mansion, inaugurado em 1905 pelo rei Rama V. Serviu de palácio real por apenas 5 anos, depois transformou-se em um local de armazenamento da realeza. Em 1982, a rainha Sirikit pediu permissão do rei Rama IX para renovar o local. Hoje, é um museu em homenagem ao seu rei criador, com informações sobre a restauração do palácio, fotos, obras de ate e artesanato do rei, imagens de modelos de templos tailandeses e de budas, enfim, um belo patrimônio nacional. É a maior mansão de madeira de teca (famosa pela qualidade e rusticidade; o preço do seu metro cúbico é mais caro que o do mogno) do mundo. O único inconveniente é que as legendas estão em tailandês. Então, é preciso pagar o áudio-guia à parte: 200 Baht/ U$ 7. 

Para visitar esses dois complexos, é preciso chegar cedo. Há longas filas e os horários de funcionamento são curtos. O Wat Phra Kaew/Grand Palace fica aberto das 8h30 às 15h30; o Dusit Palace/Vimanmek Mansion, das 9h30 às 16h. O acesso é fácil. Os ônibus 503 e 508 param em frente ao Grand Palace e os ônibus 70 e 510 em frente ao Dusit Palace.

ATENÇÃO: mulheres não podem entrar de short, bermuda ou saias curtas e os homens não podem usar camisetas regata ou bermudas.

Ayutthaya

No primeiro dia em Bangcoc, ao sairmos do Grand Palace, chovia muito. Esperamos a chuva passar e pegamos o ônibus nº 1 que passava em frente. Fomos até a Bangcoc Railway Station (estação de metrô Hua Lamphong) ver os preços de passagens para Ayutthaya, antiga capital da Tailândia a 76 km ao norte de Bangcoc.

A estação é grande, com cafés, lanchonete, restaurantes, agências de turismo, banheiros com chuveiro e muitas cadeiras espalhadas para sentar. Há também lockers para guardar as bagagens; funciona das 4h às 23h.


São 4 saídas para Ayutthaya (8h05, 13h, 19h30 e 22h50). O nosso relógio marcava quase 14h, então o próximo horário não seria bom, já que queríamos ir naquele instante para aproveitar o tempo. Um guia turístico local (há vários próximos aos guichês e estão uniformizados com uma prancheta na mão) aconselhou-nos a pagar um tour privado de táxi. No segundo andar da estação, existem algumas agências. Subimos e decidimos ir. Pagamos 2.000 Baht/U$ 65 pela viagem. Nosso passeio incluiria ainda uma visita ao parque dos elefantes e mais três templos. Os acessos aos templos seriam pagos separadamente. Antes de partir, almoçamos ali mesmo na estação. Comida típica novamente: arroz com pedaços de carne e salada. Se for de trem ou de ônibus (também há essa opção), pode combinar um tour de 3 horas com um taxista local. O preço fica em torno de 800 Baht/U$ 26.


A viagem privada foi tranquila; chegamos em Ayutthaya (ou Parque Histórico de Ayutthaya) às 15h45. Fundada em 1350 pelo rei U-Thong, foi a segunda capital do reino de Sião ou Siamês (a primeira foi Sukhotai), tendo prosperado do século XIV ao XVIII. Estrategicamente localizada numa ilha cercada por três rios (Chao Phraya, Lopburi e Pa Sak) que ligam a cidade ao mar, foi escolhida por estar acima do Golfo de Siam e, portanto, protegida de ataques de navios e, também, das inundações sazonais. Aproveitando ao máximo essa vantagem, construíram estradas, canais e fossos ao redor das principais estruturas, estabelecendo um sistema hidráulico para a gestão da água que era tecnologicamente muito avançado para a época. Tornou-se um importante porto internacional com vasta atividade comercial e contava com mais de 1 milhão de habitantes.

A cidade foi atacada e destruída pelo exército birmanês, em 1767, que queimou a cidade obrigou os habitantes a abandonar a cidade. A cidade nunca foi reconstruída e, hoje, restam as incríveis, belíssimas e bem conservadas ruínas (em 15 km²) do que foi um dia um local esplendoroso, repleto de palácios, relicários, torres, mosteiros e monumentos. No auge, teve mais de 1.500 templos e 4.000 estátuas (muitas delas decapitadas pelos birmaneses).

O motorista de táxi parou, primeiramente, na maior atração: Wat Lokayasutharam, uma enorme escultura do Buda reclinado, como no Wat Pho, em Bangcoc. A escultura é branca e enfeitada com vestimenta amarela, o que produz um visual marcante. A entrada custa 20 Baht/U$ 0,65.

A segunda maior atração é Wat Maha que tem a escultura da cabeça de Buda envolvida por galhos das árvores, devido à ação do tempo, mas criou uma figura única. É uma das imagens mais famosas da cidade, muito divulgada nos cartões-postais e cartazes de agências de turismo. Aqui, o ingresso é mais caro. Custa 50 Baht/U$ 1,60.

A terceira maior atração é Wat Yai Chaya Mongkol, com arquitetura típica repleta de stupas ou chedis de tijolos e centenas de estátuas de Buda vestidas de vestes amarelas. O nome do templo significa “grande mosteiro de sorte vitória”, em referência à vitória do povo tailandês sobre o birmanês. Tem um edifício de 62 metros de altura erguido com 28.000 toneladas de tijolo. Vale a pena subir as escadas e fotografar lá de cima para se ter uma ideia do tamanho da área do templo. Tem também belos jardins. Entrada: 20 Baht/U$ 0,65.

Os templos podem ser visitados das 8h às 18h e os ingressos custam, geralmente, entre 20 e 50 Baht (0,65 e 1,60 dólares). 

Igualmente belo como as três principais atrações acima e imperdível é o Wat Chai Watthanaram, cuja ordem de construção foi dada pelo Rei Phrasat Thong, em 1629, para homenagear sua falecida mãe. Foi seu primeiro ato como rei e o templo levou 20 anos para ficar pronto. Lembra muito os templos existentes no Camboja, ou seja, teve forte influência da arquitetura khmer.

O complexo do templo é composto por três níveis, cada um representando uma parte diferente da visão de mundo budista. No centro está uma stupa de 35 metros de altura, que representa o Monte Meru (ponto central do universo físico, metafísico e espiritual budista). Em torno dela há 4 prangs (relicários em formato de torres, onde eram colocados os restos mortais) menores dispostos em forma retangular que representam os quatro continentes.

Em 1991, Wat Chaiwatthanaram e o parque histórico no centro de Ayutthaya foram declarados Património Mundial pela UNESCO pela importância cultural e histórica para a Tailândia. A beleza desses templos está também no fato de suas estátuas estarem adornadas com vestes amarelas, o que dá um visual atraente e colorido.

Outras atrações que devem ser vistas, se der tempo, são: Viharn Phra Mongkol Bophit, uma cópia do grande palácio de Bangkok (na verdade, é um templo budista construído em 1538 e restaurado em 1957), que abriga uma enorme escultura do Buda, com mais de 12 metros de altura; o Wat Ratchaburana (influência khmer), monumento à luta pelo trono do Reino do Sião, erguida no local onde morreram seus rivais; e Wat Phra se Sanphet, uma imposição de stupas ou chedis contendo as cinzas de 3 reis do reino Sião; foi usada como capela privada da família real e o acesso aos monges só eram permitido em circunstância especiais.

Ao término dos templos, passamos no parque dos elefantes, a poucos metros de distância. Tiramos fotos deles se banhando e comendo e vimos alguns andando pelas ruas da cidade. Você pode fotografar. Paga somente para andar. Só que depois que se fotografa, os ‘treinadores’ avisam que têm que pagar. Isso é golpe!

Voltamos para Bangcoc, chegamos às 20h30.

Segundo dia em Bangcoc

Acordamos animados, afinal iríamos à atração mais visitada de Bangcoc: o Damnoen Saduak, mercado flutuante a 104 km da cidade (quase duas horas de minivan), situada num vilarejo pitoresco na província de Samut Songkhram.

Nós pagamos um tour já saindo do hotel que conduz diretamente para os piers do mercado. Pagamos, cada um, 700 Baht/U$ 22. Há uma parada no vilarejo, onde trocamos de van para acessar os canais. O passeio de barco no meio do comércio flutuante é pago à parte: 150 Baht/U$ 5. Dura 1 hora e é imperdível. É um dos turismos mais autênticos da Tailândia. Retornamos ao centro da cidade às 16h. Quem optar pelos tours feitos pelas agências, melhor comprar o pacote no hotel. Sai mais barato e é mais seguro.
  
Pode-se também pegar os ônibus 78 ou 996 no Terminal de Thonburi em Bangcoc com direção ao Damnoen Saduak, parando na estação da cidade. Partem a cada 20 minutos, das 6h às 21h. Passagem a 80 Baht/U$ 2,60. Algumas empresas rodoviárias já vendem o pacote completo, levando os turistas até os piers do mercado. Valor total: 300 Baht/U$ 10.

O mercado vende tudo: artesanato, frutas tropicais, legumes frescos, sucos, comida local (inclusive insetos – resquícios dos tempos de guerra) preparadas nas cozinhas dos barcos flutuantes. É tão concorrido que há engarrafamento de barcos, e a maioria é conduzido por mulheres com seus típicos chapéus. É o mercado ideal para tirar fotos. Caso não leve uma máquina fotográfica, pode pagar por um souvenir com sua foto por 200 Baht/U$ 7.

O segundo mercado flutuante mais popular é o Amphawa, não tão grande como Damnoen Saduak, mas a apenas 50 km de Bangcoc e menos turístico, sendo a maioria dos seus visitantes os próprios tailandeses. E ainda há outros menores: Taling Chan, Bang Ku Wiang e Tha Kha.

De volta à cidade, depois do extasiante mercado flutuante, queríamos ir ao Wat Saket, popularmente conhecido como Golden Mount (Monte de Ouro ou “Phu Khao Thong"), uma chedi ou estupa dourada situada numa colina, com uma imensa imagem de Buda e uma bela vista da cidade. Fica aberto das 8h às 17h e a entrada é gratuita. Pegamos, então, um tuk-tuk, mas fomos impedidos de chegar, pois as ruas que davam acesso ao templo estavam fechadas pela polícia que jogava gás lacrimogêneo a fim de dispersar uma manifestação. Nossos olhos começaram a arder muito, sendo que ainda estávamos distantes de toda a confusão. Resultado: nosso condutor nos levou a outro templo – Wat Trimitr.

Wat Trimitr fica no final da rua Yaowarat, no distrito de Chinatown, perto da Estação Ferroviária Hua Lamphong. O templo abriga a maior imagem do Buda sentado, feita de ouro maciço, do mundo. Mede cerca de cinco metros de altura e pesa cinco toneladas e meia. No passado, os artesãos trabalhavam os Budas em ouro e encobriam as estátuas com estuque e gesso para esconder dos exércitos invasores.
O local abriga um pequeno museu que conta a história da criação de Chinatown em Bangcoc.

O nosso condutor nos aguardou e nos levou para o Wat Pho ou Wat Phra Chetuphon (Templo do Buda Reclinado), o último que visitaríamos. Fica perto do Grand Palace e é o mais antigo e o maior templo de Bangcoc, datado do século XVI. Tem a maior coleção de imagens do Buda no país e o maior destaque é o maior Buda reclinado, com 46 metros de comprimento e 15 m de altura. Ingresso a 100 Baht/U$ 3,30. Aberto ao público das 8h às 16h30. Do Wat Trimitr é possível ir caminhando até o Wat Pho. São poucas quadras de distância. OBSERVAÇÃO: é muito comum os tuk-tuks pedirem, em algum momento do trajeto, pedirem para parar em alguma loja (de tecidos, joias e outros). É que levando turistas eles ganham comissão. Deve ser uma pechincha, mas, para não desagradar, aceite. Basta ficar uns 5-10 minutos, olhar algo sem compromisso e sair.  O motorista fica do lado de fora aguardando.

Como já eram 15h, almoçamos antes de entrar no templo. Há um bom restaurante ao lado: Rub Ar Roon Café.

Ao final do dia, passamos num mercadinho para comprar frutas e pães para o café da manhã, já que o do hotel é muito fraco, e também no Terminal 21 para fazer um lanche. Os restaurantes, cafés, mercadinhos/padarias na praça da alimentação são belamente decorados. Cada andar do shopping é personalizado por países: Londres, Japão. A decoração está até nos banheiros que, aliás, são originalíssimos. Cada recinto tem comandos na privada para acionar água, secar e até regular a temperatura da água. 

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